20.7.10

Receitas do turismo abaixo das expectativas

As piores expectativas estão aí à porta.

As receitas do turismo ppdem ser as piores dos últimos anos e não vão dar folgo nenhum para a saída da nossa crise. A percentagem na procura dos principais destinos turísticos portugueses em tempo de Verão está muito abaixo do habitual. Este pode mesmo transformar-se no pior ano das duas últimas décadas. Para a economia portuguesa a actividade turística este ano não vai contribuir para o PIB mais que em anos anteriores.

Na Ilha da Madeira o panorama é quase critico – taxas de ocupação média que não ultrapassam os 35% e 40% nos hotéis de quatro e cinco estrelas.

Assiste-se mesmo a uma desenfreada guerra de preços entre as unidades hoteleiras do arquipélago, com hotéis de cinco estrelas a praticarem preços mais baratos que unidades inferiores. É fácil encontrar diárias duplas abaixo dos 100 euros!

Depois do investimento de milhões de euros na recuperação dos estragos provocados pelo mau tempo, os madeirenses vêm diminuir as receitas da sua mais importante actividade económica.

De momento, a esperança recai nos turistas de última hora, ou seja naqueles que decidem o destino a comprar na véspera de partirem para férias, talvez com o objectivo de conseguirem promoções para os melhores destinos, habitualmente mais dispendiosos.

Os números relativos à ocupação das unidades algarvias ainda não foram revelados. De qualquer forma, oficiosamente fala-se em pouco mais de 50%.

Certo é que, no fim-de-semana passado, o País viu o desalento dos empresários de Portimão, sobretudo do sector da restauração que tinham as suas unidades demasiado vazias para esta altura do ano comparativamente com igual período de anos anteriores.

E o sinal desta realidade verifica-se na tendência crescente da taxa de desemprego que normalmente diminui nesta altura por força do emprego sazonal, próprio dos meses de Verão particularmente nas regiões mais turísticas que vivem particularmente das receitas de quatro a cinco meses que medeiam a Primavera e o início do Outono.

José Maria Pignatelli

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